O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta terça-feira, 23, não considerar que o atual cenário global possa desembocar em uma grave crise econômica para o Brasil. Ele refutou a possibilidade de uma situação que chamou de "devastadora" para o mercado de crédito nacional e ressaltou que a autoridade monetária brasileira tem condições de amenizar os efeitos de um agravamento da crise mundial. Fernando Henrique lembrou que as reservas do País estão elevadas, mas ponderou que é necessário acompanhar os desdobramentos do impasse internacional. "Nós temos de observar qual será a extensão dessa crise global. Nós temos reservas elevadas e a autoridade monetária tem condições de amenizar os efeitos do atual cenário", afirmou. "Eu não vejo que nós estamos numa situação que terá um impacto tão devastador no crédito. E eu não vejo, neste momento, que essa crise se transforme numa crise maior para nós", acrescentou.
E a China? O Brasil depende muito dela atualmente. Embora alimentos sejam sempre necessários, outras commodities como minérios pode sofrer um bom impacto se ela desacelerar.
ResponderExcluirConcordo com você. Mas, FHC, neste comentário, analisou a situação no âmbito do mercado de crédito. Como pode perceber do relato acima, disse: "Nós temos de observar qual será a extensão dessa crise global." Dessa forma, a crise envolve muitos outros aspectos que não foram citados por ele e que você ressaltou muito bem.
ResponderExcluirComo ele disse, o Brasil está temporariamente numa situação mais tranquila, em função das reservas. Isto posto, é necessário ponderar que altas reservas amenizam a crise temporariamente. Numa longa crise não há como escapar. E, ai sim, é necessário verificar sua extensão para avaliar outros critérios a serem executados pelo governo, no caso, por exemplo, do citado por você.