O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta terça-feira, 27, que o momento atual é de "grande turbulência" na economia mundial. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, ele disse que o quadro reforça o entendimento de que é preciso uma "reação das autoridades, sobretudo do BC, um esforço analítico redobrado para agir e uma leitura mais precisa possível da economia mundial e das repercussões".
Tombini observou que o Brasil tem sido convidado a todos os principais fóruns internacionais para debater e avaliar a crise financeira. Essa posição, explica, dá uma "visão privilegiada" para avaliar a situação da crise e as consequências desse ambiente.
O presidente do BC explicou que a crise vivida atualmente ainda é "consequência da crise de 2008". "Isso tornou-se mais complexo nos meses recentes, nas semanas recentes. É algo que nós já havíamos alertado", disse.
O presidente do BC explicou que a exposição do sistema bancário dos Estados Unidos às hipotecas geradas naquele mercado acabou se expandindo e tornou-se também uma crise no mercado de reserva interbancária. "Com isso, outros mercados, como a Europa, sofreram as consequências daquela crise".
Agência Estado
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