PETRÓLEO
A expectativa da queda iminente do ditador líbio Muammar Kadafi associada ao medo de uma recessão na economia global pode fazer com que o preço do petróleo siga em queda nos próximos meses. Com o avanço dos rebeldes em Trípoli, na Líbia - visto como um sinal positivo para a retomada das exportações da commodity - o barril do Brent, que serve de referência na Europa, teve um recuou de quase 3% nesta segunda.
Segundo o analista de petróleo da Lafis, Osmar Sanches, a possibilidade de um aumento na provisão global de petróleo num momento em que a economia mundial vive o medo de uma recessão ajuda a diminuir a pressão no preço do óleo.
STANDARD & POORS
Deven Sharma vai deixar a presidência da agência de classificação de risco Standard & Poor"s e será substituído por Douglas Peterson, chefe de operações do Citibank, segundo declarações de pessoas próximas ao assunto citadas pela versão onlinbe do jornal britânico "Financial Times". Sharma ficará até o fim do ano como conselheiro do McGraw-Hill, grupo proprietário da agência.
A saída de Sharma acontece poucas semanas depois de a S&P ter alterado o rating de crédito dos Estados Unidos de AAA para AA+, o primeiro rebaixamento na história do país, levando os mercados financeiros no mundo todo a registrarem fortes quedas e muita volatilidade.
Segundo as mesmas fontes, a saída de Sharma não tem relação nem com o rebaixamento do rating nem com a investigação iniciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em torno das altas avaliações de risco atribuídas pela S&P aos créditos imobiliários podres (subprimes) concedidos por instituições financeiras americanas na década passada - os causadores da crise de 2008.
BRASIL
Ao participar ontem (22) à noite, em São Paulo, de evento em homenagem a economistas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que caso a situação econômica mundial se agrave, o Brasil tem “muita bala na agulha" para responder a uma eventual crise que necessite de estímulos monetários e fiscais.
“Para enfrentar essa crise internacional, devemos continuar fazendo uma consolidação fiscal. É fundamental ter uma situação fiscal sólida em um momento como este. E o governo busca essa consolidação, elevando o resultado primário”, disse o ministro durante evento promovido pela Ordem dos Economistas do Brasil.
De acordo com Mantega, o governo vai continuar “fazendo bons resultados fiscais”, cada vez mais sólidos. Esse, segundo ele, é um pedido da presidente Dilma Rousseff. “Essa consolidação fiscal deve se fazer, sobretudo, pela contenção de gastos de custeio, para ficar mais espaço para manter investimentos e possibilitar desonerações tributárias”, acrescentou.
O ministro lembrou que a consolidação fiscal “não é para derrubar a economia”, mas para permitir um crescimento mais sólido e de longo prazo. “Reduzindo os gastos de custeio, podemos fazer mais investimento e abrir espaço e condições para que, no futuro, a taxa de juro possa ser reduzida”.
IBOVESPA SEGUNDO SANTANDER
O índice Ibovespa pode subir até 33 por cento nos próximos meses com a perspectiva de que o Brasil e os Estados Unidos consigam evitar uma recessão, disse Marcelo Audi, chefe da área de pesquisa de ações da unidade local do Banco Santander SA.
O Ibovespa, que despencou 24 por cento este ano até semana passada, pode chegar a 65.000 pontos ou até 70.000 pontos até outubro devido aos múltiplos atraentes e indícios de que o mercado estaria “sobrevendido”, disse Audi hoje a repórteres em São Paulo. O índice operava em alta de 0,3 por cento para 52,615.36 às 14:35.
“Estou positivo com as ações, diferente da cabeça que a gente tinha em 2008,” disse Audi. O País está passando por um “desaquecimento suave que não vai levar a uma recessão,” segundo ele. “As empresas dos países desenvolvidos não estão quebrando. Até setembro, outubro a gente pode estar vendo esse ‘relief rally’.”
A bolsa brasileira ingressou no chamado bear market em 27 de julho depois de cair 20 por cento sobre o pico de novembro em meio a temores de que a inflação mais elevada desde 2005 possa coibir o crescimento da economia. O Ibovespa deu continuidade à queda este mês, acompanhando um movimento global, com os receios de que os EUA e a Europa poderão entrar em recessão, o que prejudicaria a demanda por commodities. A queda do período levou o Ibovespa a ser negociado a 8,6 vezes a projeção de lucro de suas empresas, próximo ao menor nível desde fevereiro de 2009, de acordo com dados da Bloomberg.
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