Os indicadores surgem como uma doença contagiosa. Se multiplicam pelas literaturas, cada vez mais complexos e "poderosos", com status de "bolas de cristal", apresentando formas de prever o futuro.
Embora pareça óbvio, é importante lembrar que nada, nem ninguém, prevê o futuro. Nem a análise técnica, nem a fundamentalista, nem fibonacci e nem as ondas de elliot.
Segundo o professor Van K. Tharp, no livro "Trade your way financial freedom", indicadores servem para distorcer informações que já estão presentes nos preços. Eles não criam informações novas. Apenas apresentam as informações de forma diferente. E, apesar de sabermos que o uso de indicadores pode melhorar o resultado estatístico de uma estratégia de operação no mercado, devemos ter em mente que os indicadores serão sempre COADJUVANTES no sentido de melhorar o desempenho de uma estratégia.
O papel principal nesse cenário é o CONTROLE DE RISCO. Ou seja, a análise técnica pode ajudar a melhorar o resultado de uma estratégia de operação que já esteja calcada no controle adequado do risco.
O controle do risco é mais importante que a análise em si, pois os ganhos e perdas no mercado se dão sempre em juros compostos, ou seja, sempre de forma exponencial. Isso significa que as perdas são muito mais drásticas que os ganhos. Ainda mais quando se opera alavancado sem controle de risco, a perda pode ser drástica mais rapidamente.
A solução para que as perdas exponenciais não nos faça cair nesse "buraco", a fim de termos uma vida sólida no mercado é o uso adequado do controle e dimensionamento do risco assumido. Quem não usa um método estatísticamente válido com esse objetivo em suas operações poderá ter uma relação matemática exponencial atuando fortemente contra si, pois nenhuma "bola de cristal", seja técnica, fundamentalista, de Elliot, ou Fibonacci, poderá compensar as perdas exponenciais que venham a ocorrer.
O uso de indicadores em demasia pode levar a uma regra de entrada muito restrita para a estratégia, reduzindo as oportunidades de operação. Isso está relacionado a um parâmetro que denominamos FATOR OPORTUNIDADE, o qual se mostra decisivo para uma adequada performance do mercado.
Uma estratégia deve ser simples para não comprometer a frequência com que gera oportunidades de operação no mercado.
É claro que a análise técnica tem sua importância com seus dados estatísticos do passado que mostram probabilidades para o futuro. O objetivo deste artigo não é tirar a grande importância que a análise técnica traz ao mercado, mas sim demonstrar a importância maior do controle de risco que se não for levado em consideração não trará um futuro próspero.
A análise técnica pode ajudar a melhorar o resultado de uma estratégia de operação que já esteja calcada no controle adequado do risco.
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